Serviços urbanos, saúde e asfalto lideram as quase 2 mil cobranças na Ouvidoria de Santarém
14/08/2026
(Foto: Reprodução) Prefeitura disponibiliza canais de atendimento à população
Agência Santarém
Os serviços de urbanismo, o atendimento na saúde e a infraestrutura das ruas foram os principais alvos de cobrança da população de Santarém, no oeste do Pará, no primeiro semestre de 2026. Ao todo, a Ouvidoria Geral do Município (OGM) registrou 1.925 pedidos de providências entre janeiro e junho deste ano.
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De acordo com a prefeitura, 84,64% das demandas já foram resolvidas e arquivadas, enquanto 15,36% seguem em andamento e são monitoradas pelo órgão.
Os setores mais cobrados
O relatório semestral detalha quais áreas da administração municipal deixaram os cidadãos mais insatisfeitos. A Secretaria Municipal de Urbanismo e Serviços Públicos (Semubr) lidera a lista de queixas.
Veja o ranking dos órgãos mais acionados pela população:
1º - Serviços Públicos e Urbanismo (Semubr): 23,64% das demandas (envolve limpeza urbana, coleta de lixo, saneamento e iluminação pública);
2º - Saúde (Semsa): 15,45% das cobranças (atendimento em postos de saúde, exames e medicamentos);
3º - Infraestrutura (Seminfra): 12,64% dos registros (cobrança por asfalto, tapa-buracos e bueiros);
4º - Meio Ambiente (Semma): 11,45% das queixas (poluição sonora, desmatamento e queimadas);
5º - Trabalho e Assistência Social (Semtras): 9% das solicitações.
Entre as queixas que trazem temas específicos, a limpeza urbana e o saneamento lideram isolados com 6,88% dos registros, seguidos por problemas ambientais (4,06%) e infraestrutura urbana (3,75%). O restante das demandas foi classificado como "outros assuntos".
Celular é o caminho preferido para exigir melhorias
O levantamento também consolidou uma mudança no comportamento do santareno: quase ninguém mais vai pessoalmente até a prefeitura para cobrar soluções. Mais de 96% das reclamações foram enviadas por canais digitais.
Agora no g1
O sistema "Fale Conosco" na internet concentrou a maior parte dos acessos, com 51,64% das queixas. O "Balcão Virtual" foi a opção de 27,69% dos usuários, e o WhatsApp foi utilizado por 17,14% das pessoas. Já o atendimento presencial representou apenas 3,53% dos casos (68 registros).
A maioria das interações enviadas à Ouvidoria foi classificada como solicitação de serviços (70,41%), seguida por denúncias de irregularidades (16,30%) e reclamações diretas (11,16%). Sugestões, elogios e pedidos de simplificação de burocracia somaram pouco mais de 2%.
Colaboração Evelen Munhoz/Estagiária.